PRESIDENTE DO ATLÉTICO VISITA ESTÁDIO
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O
presidente Alexandre Kalil revelou, nesta segunda-feira, que já foram
feitas as mudanças necessárias no contrato de exploração comercial do
Independência, firmado entre Atlético-MG e BWA. Os ajustes em algumas
das cláusulas foram determinados em reunião da última sexta-feira, na
sede da Procuradoria Geral do Estado de Minas Gerais, ocasião em que se
concluiu que com essas alterações o acordo não estava ferindo a
licitação.
“(...) a leitura do Edital que disciplina a concessão do uso da Arena Independência revela que a subconcessão para pessoa jurídica ou fundo que tenha como administrador ou integrante do seu quadro societário pessoas que ocupem ou tenha ocupado cargos de dirigentes ou de membros do conselho deliberativo de entidades desportivas de futebol era em si mesma vedada tanto pelo Edital quando pelo contrato administrativo regente da relação entre as partes”, diz um trecho da ação.
A ação movida por João Batista Ribeiro tem como alvo o fato de o contrato incluir o Atlético como um dos gestores do estádio. Depois de avaliar o acordo, a Advocacia Geral do Estado solicitou ‘pequenos ajustes’, justamente os pontos atacado pelo juiz federal.
Segundo a ação, o consórcio Arena Independência “(...) asseguraria à sociedade esportiva (Atlético) “prioridade” na marcação de seus jogos perante todas as outras agremiações e o “poder de veto” no sentido de que a outra agremiação atue como mandante contra a sua equipe de futebol (...)”.
Para João Batista Ribeiro, a decisão da Advocacia Geral do Estado, de solicitar mudanças no contrato, comprova que houve ‘violação’ dos termos do edital. “O referido pronunciamento configura confissão explícita no sentido de que houve violação tanto do Edital que disciplinou o certame quanto ao contrato de concessão de uso (...)”.
O juiz federal solicita, então, o cancelamento da concessão de uso do Independência. “(...) em virtude da concessão do direito de uso para a sociedade desportiva Clube Atlético Mineiro, em patente desacordo com as normas editalícias e, ao final, a procedência do pedido para anular o contrato de concessão de uso da Arena Independência (...)”.

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