“Olha, eu acho que, se esse caminho der certo, é a redenção do futebol brasileiro. Se alguém encontra uma fórmula para a torcida dar 21 milhões (de reais) a um clube para contratar o jogador, nós (dirigentes) estamos aqui brincando de fazer força para ganhar dinheiro”, ironizou Alexandre Kalil, em entrevista à rádio Estadão ESPN.
O Palmeiras iniciou campanha para que a torcida ajude o clube a levantar recurso financeiro para bancar a contratação de Wesley, que já treina no clube. “Eu respeito muito qualquer atitude de qualquer presidente, eu entendo a dificuldade, mas acho surreal. Aí não é o caminho”, disse Kalil.
A diretoria atleticana abriu negociação no final do ano passado para tentar repatriar Wesley. Depois de acertar com o Werder Bremen o valor da transferência, em 4,5 milhões de euros, o Palmeiras atravessou o negócio e ofereceu 1,5 milhões de euros a mais pelo volante.
“O Atlético estava encaminhado na negociação e eu estava embarcando para a Alemanha, então o Palmeiras apareceu justamente pelo motivo do meu embarque. Os procuradores do jogador me falaram que o Palmeiras ia pagar seis milhões de euros no negócio”, explicou Alexandre Kalil.
Apesar de perder o jogador, o presidente atleticano não criticou a atitude do Palmeiras, que tem até o dia 23 de março para selar a contratação de Wesley. “Não tem nada demais, eu faria o mesmo. Lamentavelmente o Atlético saiu prejudicado na história”, destacou Alexandre Kalil.
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